Notícias
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A Aculturarte é um pólo de criatividade e inovação, que acolhe jovens artistas, apoia projectos do mesmo âmbito, trabalha com as indústrias culturais e criativas e aposta nas novas tecnologias.
Viana do Castelo, Portugal, 15 de Março, 2008 - Das entranhas da cidade de Viana do Castelo, nasceu a Aculturarte. Por fora ainda é apenas um rebento a germinar da terra húmida que se confunde na vegetação.
Dentro já está com uma revista criada, uma rádio idealizada, e pequenos nichos de público que vão acompanhando o trabalho.
A Aculturarte – Revista e Rádio de Cultura e Arte vai procurar trazer uma nova vida ao pouco atilado mercado mediático da Cultura e da Arte.
O objectivo é criar um espaço de suporte mediático a projectos culturais e artísticos com vista à sua divulgação e estimulação.
Idealizada para apoiar os jovens criadores na sua fase inicial de vida, a Aculturarte aspira a estabelecer-se como uma ponte entre o anonimato e o reconhecimento artístico. Mas também em tornar-se num espaço de discusão e experimentação sobre a sociedade contemporânea, da sua produção cultural e criatividade, um local de encontro entre os diferentes sectores da economia, gerando e promovendo a criação de valor em torno da criatividade.
Na prática, a Aculturarte visa apoiar os jovens criadores na promoção dos seus projectos, de forma, inclusiva e extensiva, disponibilizando tempo de antena a cada projecto.
A Aculturarte colocará à disposição dos jovens o espaço da sua revista e da sua rádio, para que eles possam promover e divulgar o seu trabalho.
A inovação desta estrutura não se fica por aqui, disponibilizando também espaço a pessoas que queiram colaborar sob várias formas, nomeadamente, fazendo um programa para a Aculturarte Rádio ou escrevendo artigos para a Aculturarte Mag#.
A Aculturarte encontra-se aberta a todos os que a quiserem visitar em aculturarte.blog.com
Contactos:
Aculturarte
Aculturarte.blog.com
aculturarte@sapo.pt
Ricardo Lemos
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Notícias Aculturarte
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Serralves em Festa 2008 promete descobrir novos talentos artísticos
O grande palco em que Serralves se vai transformar no fim-de-semana de 7 e 8 de Junho é o melhor espaço para a apresentação de novos projectos artísticos que resultam de um concurso promovido pela Fundação que dá o nome ao Museu de Arte Contemporânea do Porto. Esta é uma das novidades da quinta edição do Serralves em Festa, cuja programação foi ontem apresentada. Cerca de 80 actividades, mais de 300 artistas, em 200 momentos de apresentação enchem as 40 horas "non-stop" da festa da arte contemporânea.
Música, dança, teatro, circo, literatura, cinema, vídeo, fotografia, oficinas, visitas orientadas e exposições são as grandes áreas do festival, que pretende conquistar um público diverso, dos oito aos oitenta anos. “Este programa quer desmentir os clichés que dizem que a cultura contemporânea é elitista”, disse o director do museu, João Fernandes.
Na música, o Serralves em Festa terá como cabeça de cartaz os britânicos Wire, que abrem o festival no sábado à noite. O grupo que marcou as décadas de 70 e 80, vai apresentar o novo álbum, Object 47, e voltar às apresentações ao vivo, o que não acontece há quatro anos.
Os africanos Konono Nº 1 também ganham destaque nesta edição. Responsável pelo encerramento do festival, o colectivo vai actuar juntamente com a projecção de filmes de Djibril Diop Mambéty, uma concepção da Tate Modern, de Londres. Muitos mais serão os projectos musicais que têm actuação marcada, da electrónica ao jazz, passando pela música experimental e erudita.
A coreógrafa francesa Julia Cima leva ao palco do auditório, nos dias às 21h30, o projecto “Visitations”, um conjunto de solos que pretendem mergulhar na história da dança. O Ballet Teatro do Porto apresenta um estudo sobre o mundo de Lewis Carrol, “Alice do Outro Lado do Espelho”.
"Red Ladies" à solta
Ainda no campo das artes performativas, o Serralves em Festa vai apostar mais no teatro de rua. Não se surpreenda se for abordado nas ruas do Porto por um grupo de senhoras vestidas de vermelho, são as inglesas Red Ladies, trajadas de forma idêntica, elas pretendem celebrar o espaço público como um sítio de protesto político.
O festival conta também com a participação de grupos que integram o Festival Internacional de Expressão Ibérica (FITEI). Voltada para os mais pequenos, o Teatro de Marionetas do Porto vai encenar “O Pinto Borrachudo”, no auditório do museu.
O circo vai estar representado pelos franceses Collectif AOC, que apresentam o espectáculo "Questions de Diections", e pela companhia Circolando, com o projecto "Charanga".
As seis exposições que estão actualmente em cartaz estarão também abertas ao público, durante o dia e a noite. Quem quiser ainda pode ir assistir a sessões de cinemas ou participar num concurso fotográfico.
“Tónica na criação”
O presidente do conselho de administração da Fundação de Serralves, António Gomes de Pinho, também presente na apresentação do festival, disse que a edição deste ano pretende pôr a “tónica na criação artística”.
Serão os 12 os projectos escolhidos pelo júri do Concurso de Projectos Artísticos para o Serralves em Festa 2008, nas áreas de música, dança contemporânea, vídeo e teatro, que vão se apresentar durante o evento.
Os “The Bombazines” são um grupo de elementos ligados a projectos musicais portuenses de diferentes tipos de sonoridades. Rock, funk e psicadélico são alguns estilos explorados por este projecto que venceu a categoria de música pop-rock.
Andar de bicicleta pelo parque de Serralves também faz parte de um dos projectos escolhidos na categoria de teatro de rua, o Triciclar. Ana Rita Cardoso Reis é autora da performance e pretende convidar o público para participar.
“Não é um objectivo ultrapassar barreiras de público”
Na edição passada, o Serralves em Festa recebeu cerca de 80 mil visitantes. O director do museu não quis fazer estimativas do público deste ano, uma vez que “não é um objectivo ultrapassar barreiras de público”.
“Ficarei feliz se chegarmos aos 100 mil visitantes mas não ficarei triste se atingirmos os 75 mil”, disse. Para o responsável, o maior objectivo do Serralves em Festa é conseguir “atrair o grande público que, de outra forma, não pensaria pôr na sua agenda a deslocação a um museu”.
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