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Data: 2009-05-16

De: residência artística REN:

Assunto: o bando no Teatro da Cerca de São Bernardo




Numa parceria com a REN - Redes Energéticas Nacionais, A Escola da Noite acolhe na próxima semana a primeira residência artística no Teatro da Cerca de São Bernardo.

O grupo convidado é o Teatro o bando, companhia com 35 anos de actividade e que desde há muito se afirmou como uma das mais importantes no panorama teatral português, graças a um percurso artístico singular, também marcado por uma íntima relação com as comunidades junto das quais trabalha.

Ao longo dos oito dias da residência (entre 17 e 24 de Maio), o bando partilhará com o público de Coimbra uma verdadeira mostra do seu trabalho mais recente: apresenta dois espectáculos - “Jerusalém” e “A Noite” -, disponibiliza-se para conversas com os espectadores, dinamiza duas conferências, dirige um workshop para actores e exibe dois documentários sobre a sua actividade.

Os bilhetes para os espectáculos podem ser reservados desde já e custam entre 6 e 10 Euros (ou entre 10 e 15 Euros, no caso de bilhete geral para os dois espectáculos). As candidaturas para o workshop estão abertas desde o passado sábado e serão aceites até às 19h00 do dia 15 de Maio (a inscrição custa 40 Euros). Todas as restantes actividades decorrem no bar do Teatro e têm entrada livre.



Residência artística REN: Teatro o bando em Coimbra

PROGRAMA



TERÇA-FEIRA, 19 de Maio

21h30 - espectáculo | JERUSALÉM

23h30 - conversa | com equipa artística de JERUSALÉM



QUARTA-FEIRA, 20 de Maio

21h30 - espectáculo | JERUSALÉM

23h30 - conversa | com equipa artística de JERUSALÉM



QUINTA-FEIRA, 21 de Maio

10h00-18h00 - workshop | ”DILATAÇÃO DO TEMPO PRESENÇA: OFICINA SOBRE A CONSCIÊNCIA DO ACTOR EM CENA”

19h00 - conferência | ”O actor no Teatro o bando”, por João Brites

22h00 - documentário | “Se podes olhar, vê. Se podes ver, repara.”



SEXTA-FEIRA, 22 de Maio

10h00-18h00 - workshop | ”DILATAÇÃO DO TEMPO PRESENÇA: OFICINA SOBRE A CONSCIÊNCIA DO ACTOR EM CENA”

19h00 - conferência | ”O método do Experimental Stage of Baltic House”, por Anatoly Praudin

22h00 - documentário | “Ensaio sobre o teatro”



SÁBADO, 23 de Maio

21h30 - espectáculo | A NOITE

23h30 - conversa | com equipa artística de A NOITE



DOMINGO, 24 de Maio

21h30 - espectáculo | A NOITE

23h30 - conversa | com equipa artística de A NOITE

Blog

2009-05-14 12:46

Surfadelica by http://www.coquetelmolotov.com.br

Artista: Surfadelica
Album: Surfing On The Desertshore
Gravadora:

Palavras: Rubens da Costa Leme em 19.04.2008

Fazer rock no Brasil é missão ingrata. Por sorte, existem alguns abnegados que continuam desafiando o "bom-senso" e abrem novas trilhas. O trio Surfadelica é um deles. Com 18 meses de vida - começaram em novembro de 2006 - o grupo lançou este mês o primeiro CD pela Pisces Records, Surfing On The Desertshore. O mais incrível é a proposta do trio formado por guitarrista Carlos Nishimiya (guitarra), JC Goes Rock (bateria) e Mauricio Guedesson (baixo): surf-music instrumental com influências de grunge, shoegazer e psicodelismo.


"O disco vem recebendo elogios de críticos no exterior e o Surfadelica continua cheio de gás para novos projetos e espera surfar muito mais em breve"

O grupo vem acumulando excelente repertório e tomou a decisão de se apresentar apenas quando tivessem um bom número de músicas. Após participarem da coletânea Brazilian Surf A-Go-Go, The Attack Of the Tiki Waves Vol.1 , projeto organizado por Gabriel, dos Autoramas, e lançado apenas em Portugal, o grupo começou a trabalhar em um CD próprio. O resultado é excelente.

Com produção de Carlos Nishimiya e tendo em Sandro Garcia (Continental Combo) um dedicado engenheiro de som, a banda mostra suas armas. Carlos mostra-se afiado como guitarrista e compositor, abusando das mais incomuns texturas de suas guitarras. JC e Mauricio formam uma "cozinha" segura e criativa e que ambientam perfeitamente as canções.

O disco abre com a soturna "Surf Me To The Moons Of Saturn", que mais parece uma música dos antigos filmes dos anos 50. Não seria loucura imaginá-la num disco dos Cramps. Ela já havia sido gravada em dezembro de 2006 para uma coletânea do selo inglês Cordelia Records, mas ganhou um novo arranjo. "Freakin' Out Surfin' In" tem uma guitarra pesada na abertura, muita distorção, com alguns momentos mais lentos. A terceira faixa, "Flowing Through The Purple Sea" é um dos momentos mais bonitos do CD; minha favorita, no entanto, é Roswell, quarta faixa, uma faixa muito bem trabalhada e com grandes variações, ótima para se dançar, por exemplo. Igualmente boas são "Quasimoto", "Nobody's Fault" e delicada "View From The Plateau".

O disco vem recebendo elogios de críticos no exterior e o Surfadelica continua cheio de gás para novos projetos e espera surfar muito mais em breve. Um dos grandes lançamentos do rock brasileiro em 2008.Para se adquirir o disco e saber mais da banda, basta ir ao site do grupo, http://www.surfadelica.com ou ver a página deles no myspace (http://www.myspace.com/surfadelica).

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Notícias

2009-07-14 10:29

E se Jimi Hendrix tivesse sido assassinado?

Rock Roadie

E se Jimi Hendrix tivesse sido assassinado?

10.07.2009 - Mário Lopes
diminuiraumentar

 

No livro de memórias "Rock Roadie", James "Tappy" Wright, antigo "road manager" de Hendrix, diz que Jimi foi assassinado

Michael Jackson morreu há duas semanas e já há quem garanta que o Rei da Pop encenou a sua morte e que andará pela Terra anónimo, afastado da pressão mediática e livre das monstruosas dívidas que acumulou. Nada de surpreendente. Afinal, para muitos, Elvis continua vivo desde que morreu em 1977. Já quanto a Jimi Hendrix, as dúvidas relativas às circunstâncias da sua morte, tendo existido, nunca atingiram dimensão de mito urbano. "Rock Roadie", livro de memórias de James "Tappy" Wright, antigo "road manager" de Hendrix, pode alterar tudo isso: Jimi foi assassinado, diz.

A premissa é simples, mas digna de guião de filme de Máfia. O britânico "The Times", o primeiro jornal a entrevistar Wright acerca de revelação, divulgada há cerca de um mês, apresenta-a pormenorizadamente. Dia 18 de Setembro de 1970, o guitarrista de "Purple Haze" não terá sufocado no seu próprio vómito, depois de uma noite regada a álcool e da ingestão de vários comprimidos. Wright alega que um grupo invadiu o quarto de hotel onde Jimi estava hospedado, forçando-o a ingerir o vinho e os comprimidos que o vitimaram. O "road manager" sabe-o porque isso mesmo lhe terá confessado em 1973 Mike Jeffery, presumível autor moral do crime, "manager" de Hendrix e personagem de percurso nebuloso: serviu os serviços secretos britânicos no canal do Suez, dava-se com a máfia americana e tinha conhecimentos na CIA e no FBI. Jeffery já não poderá confirmar a história - morreu num acidente de avião, um mês depois da alegada confissão.

O motivo para o assassinato, investiga o "Times", seriam as dívidas monstruosas que Jeffery vinha acumulando. Dividas que se veria impossibilitado de saldar se Hendrix, descontente com as decisões do "manager" (em 1967 meteu-o numa digressão desastrosa com os Monkees; em 1968, tentou impedi-lo de lançar o álbum duplo "Electric Ladyland"; em 1969 pretendia obrigá-lo a contratar músicos brancos para a sua banda), levasse em frente a decisão de o despedir. Um seguro de vida de Jimi Hendrix, no valor de dois milhões de dólares e revertendo em nome de Mike Jeffery, que este celebrara algum tempo antes, como era norma no meio, poderia ser a sua salvação. Como escreve o "Times", Jimi vivo não valeria nada ao seu quase ex-manager. Morto, é fazer as contas.
James Wright conta que, à altura, o medo que Jeffery lhe incutia o impediu de revelar a confissão. Acrescenta que se manteve calado após a sua morte por receio de ser directamente implicado no caso.

Entre os entrevistados no artigo do "Times", figuras próximas do guitarrista, as reacções dividem-se. Alguns reconhecem que pode existir um fundo de verdade nas alegações de Wright. Outros, mesmo recordando o fundo sinistro de Jeffery, negam peremptoriamente que possa ter ordenado o crime. Joe Boyd, o histórico produtor que, em 1973, realizou o primeiro documentário dedicado a Jimi Hendrix, é um deles. Isto até lhe serem revelados os relatórios médicos e as memórias do polícia e dos enfermeiros que acorreram ao quarto de hotel londrino naquele 17 de Setembro de 1970 - a história é contada em "The Final Days of Jimi Hendrix", de Tony Brown, publicado em 1997.

Segundo eles, a porta do quarto estaria escancarada, sugerindo uma saída apressada, e Hendrix completamente vestido, o que contraria a tese oficial, segundo a qual teria ingerido uma quantidade exagerada de comprimidos para conseguir dormir durante várias horas. Mais: o autor da autópsia descobriu-lhe uma grande quantidade de álcool nos pulmões, mas pouco tinha sido, à altura da morte, absorvida pela corrente sanguínea - o que vai ao encontro da tese de assassinato.

O agora sexagenário James Wright não dedica grande espaço a toda esta história no seu novo livro, centrado na sagrada trindade "sexo, drogas & rock'n'roll". Dela, mais sexo, menos droga, sabemos praticamente tudo. Já uma teoria da conspiração, para mais bem montada, com pormenores aparentemente credíveis, é sempre um festim para os cultores da mitologia pop. Já fazia falta uma assim para Hendrix. Ei-la.

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